Dia Mundial da Água: Revitalização de rios integra cidadãos e pode ajudar o planeta

Dia Mundial da Água: Revitalização de rios integra cidadãos e pode ajudar o planeta

No Dia Mundial da Água, em 22 de março, a discussão sobre o uso consciente do recurso é colocada novamente em pauta para lembrar aos mais distraídos que ela é vital para o ser humano e que precisa urgentemente ser preservada.

Anualmente, a Unesco divulga o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos. Na edição de 2016, o material apresentou um panorama sobre água e emprego, abordando questões sobre o uso da água e o crescimento populacional.

Os dados apontam uma estimativa de que entre 2011 e 2050 a população mundial crescerá 33%. Passando de sete para 9,3 bilhões. Nesse mesmo período, a demanda por alimento aumentará 60%. Além disso, o número de pessoas vivendo nas áreas urbanas dobrará de 3,6 para 6,3 bilhões. Esta última informação é ainda mais preocupante, já que o crescimento populacional geralmente vem acompanhado por uma migração desordenada para os centros urbanos, aumentando o número de pessoas que viverão em áreas de risco, sem saneamento básico.

Ainda mais preocupante é o prognóstico da água para 2030. A previsão é de que até lá, se nada for feito, haverá um déficit hídrico de 40%.

Informações como estas acendem um alerta sobre como a gestão dos recursos hídricos é realizada nos centros urbanos e a necessidade de políticas públicas de conscientização da população sobre a economia de água. Melhorar a eficiência do uso da água é fundamental para esse futuro que já está bem próximo.

Alguns países estão adotando iniciativas para revitalizar rios, com o intuito de levar para os centros urbanos condições sustentáveis que contribuam para minimizar danos ao meio ambiente.

A Cidade do México, por exemplo, está implantando projetos de urbanização para desenterrar rios que foram canalizados. A construção do Ecoduto do Parque Linear (https://www.expoknews.com/el-primer-ecoducto-en-rio-de-la-piedad-cdmx/), começou em 2017 e revitalizará o Rio de la Piedad, colocando às margens espaços de lazer arborizados. Além disso, o rio passa por um segundo processo de purificação em que a água tratada será utilizada para irrigação.

 Em Paris, as indústrias e residências no entorno do rio Bassin de La Villette passam, desde 1980, por uma rigorosa fiscalização para evitar o despejo irregular de esgoto em suas águas. O que resultou na criação de piscinas naturais para o público parisiense em 2017 (http://www.arqfuturo.com.br/frontend/home/post/2449). A aplicação imediata de multas e a expansão do sistema de tratamento e monitoramento de qualidade das águas urbanas é responsável pela conquista, que também inclui o alcance de níveis baixos de bactérias e poluição no canal Saint Martin.

Todos esses projetos tem em comum o bem-estar dos cidadãos, contribuindo para que as cidades sejam  menos poluídas, com espaços que integram lazer, natureza e uma lição de que é possível recuperar esse bem tão precioso que é a água.

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